segunda-feira, 27 de março de 2023

O tempo de Deus!

 O tempo de Deus!

II Cron 26,3-5

Tempo de Deus na vida do Rei uzias tempo em que fez tudo oque era reto aos olhos 👀 do Senhor 

 O tempo de Deus se cumpre em nossa vida quando estamos em obediência à palavra 

Quando estamos na direção de Deus 

Vrs 5 quando buscamos a Deus em 1 lugar tem abundância/ prosperidade 

Mateus 6:33   


Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês. 

Vemos que o rei Uzias. Foi uma pessoa temente a Deus ,  e prosperou muito ….

vers 15 

fez muita coisa boa por causa da sua prosperidade , a fama de Uzias foi longe ele se tornou muito forte 💪 

mas não por muito tempo logo começou deixar orgulho entrar no coração 

No vrs. 16,  ele transgrediu contra Deus entrando no templo e queimando 🔥incenso onde somente os sacerdotes poderia fazer isso .  

Tem coisas que nós e para nós fazermos e sim Deus , ele não precisa da nossa ajuda, só precisa da nossa obediência à palavra Dele. 

Ali Uzias já achava que podia tudo , 

até fazer  oque somente os sacerdotes consagrados poderia fazer, por causa da sua desobediência ficou leproso, toda pessoa que tinha lepra era excluída ficava longe da sociedade, ficou leproso até o dia da sua morte  

Miriã por se levantar contra a obra de Deus que Moisés estava fazendo, deixou a ira entrar no coração também ficou leprosa , só pela misericórdia do Clamor de Moisés ela foi livre daquela lepra ,

   Hj estaremos orando pela família,

aquele que se rebelou contra Deus , deixou a vaidade entrar e abandonou o Senhor , orar para Deus visitar enquanto estivermos de Joelhos nossa família permanece em pé amém 🙏 

quinta-feira, 23 de março de 2023

AJUDA NA MINHA INCREDULIDADE!

 IIGD VILA UNIÃO AJUDA NA MINHA INCREDULIDADE!

Cura de um Jovem lunático Marcos 9:17-29
A lição que esta passagem nos ensina é que, para alcançarmos a graça do Espírito Santo, não apenas devemos procurar adquirir a fé, mas devemos também procurar fazer com que ela aumente. Deus, de fato, quer enviar-nos a plenitude do Espírito Santo e, para isto, não quer apenas
que nós creiamos, mas quer também que a nossa fé seja grande.                                  fé vem pelo ouvir  Rom. 10:17“eu estou vivendo só pela fé, eu estou só pela fé”.
Viver pela fé é algo bem diferente do que muitas pessoas têm como conceito – muitas pessoas vivem dificuldades, situações que jamais mudam em suas vidas, lutas terríveis e dizem com olhar pesaroso: 

Vrs. 29 - Jesus mostrou aos discípulos a razão pelo qual eles não puderam expulsar o demônio, a incredulidade, e na seqüência, Ele instruiu quanto a necessidade de vida consagrada a Deus através da oração e do jejum. 
 O princípio que fica em evidência é que se os discípulos tivessem uma vida de oração e jejum, como Jesus o tinha, eles poderiam ter trazido solução para a angústia daquele pai. Assim, a vida de oração e jejum de uma igreja ou de alguém é o termômetro que mostra a sua condição espiritual. Onde há muita oração e jejum resultante da dedicação genuína a Deus e à sua Palavra há fervor espiritual e abundância de fé.
ELE RECONHECEU A SUA INCREDULIDADE, A SUA FALTA DE FÉ E PEDIU AO SENHOR: AJUDA A MINHA INCREDULIDADE.
Muitos irmãos não têm sido honestos com Deus e não tem assumido a sua fraqueza; Muitos irmãos não têm conseguido vencer a sua carne e por qualquer motivo não vem para casa do Senhor,  adorá-lo e louvá-lo. 
  Expressões:
Lunático = aluado; fora de si;  que sofre ação por demônio ou entidade demoníaca, etc.
Casta= espécie de demônio  (resistente ao poder de Deus podendo ser como todos, expelido pela fé e autoridade no nome de Jesus Cristo {poder do Espírito Santo}).
Incredulidade = ato contrario a fé que acrescenta em quem o sustenta [pessoa e ou coletividade], a maldade, com efeito, o fato de ser e estar perverso, e omisso as necessidades alheias , sendo ou não religioso no seguimento em que segue na sociedade e ou cristandade.

Fogo e Água = no caso era um fato da ação deste espírito para causar dor e sofrimento e até mesmo à morte. Em alguns casos os demônios impelem as pessoas a vidros, carros, precipícios, abismos, lugares ou situações que podem levar a pessoa a danos momentâneos, permanentes e até a morte.

Fé, Oração e Jejum = diferente do que muitos pensam {Jejum e Oração} a Fé vem primeiro, pois traz convicção e certeza e pela oração tem-se o beneficio da misericórdia, perdão, ação e a vontade de Deus [manifestação de seu poder, inclusive para libertar pessoas atormentadas por certos tipos de demônios].

jovem lunático = foi à única pessoa em toda situação (vs14-29*) que Jesus JAMAIS disse qualquer palavra antes deste, SER LIBERTO DO ESPÍRITO QUE O ATORMENTAVA. Muitas igrejas, pastores, lideres, tem perdido tempo e causado sofrimento não somente nos possessos, mas inclusive a terceiros como os pais e os próprios possessos, quando ao invés de usar a fé e a autoridade no nome de Jesus Coisa que muitos lideres de ministérios e INCLUSIVE Pastores não têm e não confessam (como o pai do possesso). Alem de NESTES CASOS estar em oração ou aplicar o uso da mesma, antes afere ao possesso e endemoniado a culpa [culpabilidade] do mesmo não poder ser liberto dos demônios que o afligem, oprimem, atormentam etc.

Expulsar = arrancar para fora por efeito de força e violência [no caso de demônios], efeito espiritual e não físico que vem por meio do poder de Deus e Autoridade no Nome do Senhor Jesus Cristo, por aqueles que têm Fé e Autoridade para assim faze-lo [estando debaixo do senhorio de Cristo, vivendo sob autoridade do Próprio Senhor pela fé e Obediência a Palavra de Deus e do Próprio Jesus Cristo em seu Espírito Santo].
Em outra definição, expulsar é o mesmo que “saquear para fora” neste caso conforme escrito acima.
Mt 10.8: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça daí”.
Quando a sua vida está consagrada em jejum e oração, você está ligado ao Espírito de Deus. Deus sabe todas as coisas e, antes que te preparem armadilhas, Ele já preparou o livramento. Deus vai te revelar, no mundo espiritual, qual é a estratégia do diabo. Onde há consagração, há o derramar do Espírito de Deus. Com seu jejum e oração, você vai quebrar, no mundo espiritual, toda obra maligna. Você vai encontrar soluções que ninguém nunca imaginou. Jejue e ore para aproximar a direção do Espírito na sua vida.  
                                                                                                                                                                              Pra* Silvia Marques 

terça-feira, 21 de março de 2023

vida de oração

IIGD VILA UNIÃO  VIDA DE ORAÇÃO 

Apesar da completa intimidade com o Pai, Jesus era um homem de oração.

 A resposta, a mais explícita possível, é da palavra daquele que escreveu a Epístola aos Hebreus: “Durante a sua vida aqui na terra, Cristo, em alta voz e com lágrimas, fez orações e súplicas a Deus, que o podia salvar da morte. E as suas orações foram atendidas porque ele era dedicado a Deus” (Hb 5.7).

Jesus ora depois da morte de João Batista                                                        Logo após darem sepultura ao corpo sem cabeça de João Batista (a cabeça fora tirada no cárcere, colocada em um prato, entregue a uma jovem chamada Salomé e levada para Herodias, amante de Herodes), seus discípulos foram ao encontro de Jesus e lhe contaram tudo. “Ao saber o que tinha acontecido, Jesus saiu dali num barco e foi sozinho para um lugar deserto” (Mt 14.13).

Jesus ora antes de iniciar seu ministério                                                                                                     Imediatamente após o batismo e antes de iniciar o ministério, Jesus passa quarenta dias em jejum e oração no deserto. Para conciliar a narrativa de Mateus, segundo a qual a tentação teria acontecido depois dos quarenta dias (Mt.4.2)

Jesus ora antes de escolher os doze apóstolos                                                                                             Com incrível simplicidade, o Evangelho de Lucas informa que “num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite toda orando a Deus” (Lc 6.12). Essa é a passagem mais explícita sobre o hábito de Jesus de passar uma noite inteira em oração. Embora tenha orado no deserto (no início de seu ministério) e no Getsêmani, um lugar cheio de plantas e oliveiras (no último dia de vida), segundo os relatos bíblicos, Jesus orava mais nas montanhas.

Jesus ora antes da cruz                                                                                                                                    Só no último dia de vida (a sexta-feira começava na noite de quinta-feira), Jesus orou três vezes: no Cenáculo, no Getsêmani e no Calvário. Na sala ampla e mobiliada, ele orou pelos discípulos e por aqueles que creriam nele (Jo 17.20). No Getsêmani, Jesus orou por ele mesmo: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice” (Mt 26.39). Na cruz, das sete palavras ali proferidas, três foram orações: a primeira, em favor daqueles que o crucificavam (“Pai, perdoa-lhes”); as outras duas, em favor dele mesmo (“Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” e “Pai, nas tuas mãos entrego meu Espírito!”) .De acordo com Lucas 22:43–44, a agonia de Jesus no Getsêmani foi tão profunda que "o seu suor tornou-se em gotas de sangue a cair sobre a terra.

 Finda a longa reunião realizada no Cenáculo em Jerusalém na noite de quinta para sexta-feira, após o cântico de um hino. Jesus vai com os discípulos para um lugar chamado Getsêmani, que fica a leste de Jerusalém, no monte das Oliveiras. Ao chegar ali, ele diz com toda franqueza: “Sentem-se aqui enquanto vou ali orar” (Mt 26.36). Acabou não indo só, mas levando consigo três dos mais íntimos apóstolos, Pedro, Tiago e João. A essa altura, Jesus começou a entristecer-se e a angustiar-se e se abriu com eles: “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal” (Mt 26.38).

Jesus ora antes do episódio da mulher adúltera                                                                                                     O que Jesus fez no monte das Oliveiras a noite toda? Se ele não foi para casa de Maria, Marta e Lázaro, perto dali, a resposta mais viável é que o Senhor, sozinho, tenha passado a noite em oração, como estava acostumado a fazer (Lc 22.39).

Talvez Jesus tenha se preparado em oração para o episódio da manhã do dia seguinte. Ele estava ensinando o povo reunido ao seu redor quando, na presença de todos, os mestres da lei e os fariseus introduziram uma mulher surpreendida em adultério e a colocaram diante de todos. 

Tiago 5.16: “... Muito pode em seus efeitos a oração de um justo.”


Distante de tudo, mas perto de Deus! Este é o segredo para sairmos desta tempestade em vitória, pois, além dela, haverá novos horizontes.

Para permanecermos de pé, precisamos iniciar e terminar nossos dias de joelhos nos chão!  
A nossa ligação direta com o Senhor é a oração. É a melhor maneira de mantermos a chama da fé acesa!
Existem inúmeros 7 motivos para fazermos dela um hábito,

1- A oração nos aproxima do Senhor, que é o nosso pai e melhor amigo;

2- A oração não muda Deus, mas transforma quem ora;
3- A oração é a capacidade espiritual de atingir situações e pessoas, mesmo quando estão fisicamente distantes;
4- A oração é uma arma espiritual de guerra que tem ação nas regiões celestiais;
5- A oração nos mantem vivos espiritualmente;
6- A oração nos protege e nos fortalece em dias de guerra;
7- A oração traz à existência o que não existe!

Pra* Silvia Marques 


terça-feira, 14 de março de 2023

BOA FAMA

IIGD VILA UNIÃO 

Boa fama. Uma pessoa que tem uma boa reputação, admirável, atraente, que vale a pena pensar e falar. "Ela tem uma boa fama entre os familiares."

Quando ouviu  LUCAS 7,1-3 

1Assim que Jesus acabou de dizer tudo o que ele queria que as pessoas ouvissem, foi para Cafarnaum. 2Lá vivia um oficial romano que tinha um servo que estava morrendo e a quem ele tinha muito apreço. 3Quando ouviu falar a respeito de Jesus, enviou alguns líderes dos judeus até ele para pedir que salvasse a vida do seu escravo  .                                                                                                                          LUCAS 7,17) A fama de Jesus se espalhou por toda a Judeia e por todos os arredores.

A cura do cego Bartimeu- cidade-JERICÓ  Marcos 10:46-52                                                   ESTA PASSAGEM  ENCONTRA-SE  NO LIVRO DE  (Mt 20.29-34Lc 18.35-43).                                            46 Entretanto, chegaram a Jericó. Quando, mais tarde, ele e os discípulos deixavam a cidade, seguia-os grande multidão. E aconteceu que um pedinte cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, estava sentado junto à estrada.                                                                           

 47 Ouvindo dizer que era Jesus de Nazaré, começou a clamar: “Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim!”                                                                                      48 Muita gente repreendia-o para que se calasse, mas ele clamava cada vez mais alto: “Filho de David, tem misericórdia de mim!”                                                                                     

49 Jesus parou e disse: “Chamem-no.” E chamaram-no. “És um homem com sorte; vai que ele te chamou.”  

(vs49) Jesus disse a seus discípulos para chamá-lo, não disse: “tragam-no” ou “vai buscá-lo”. O termo “chamar” tem um significado muito concreto nos evangelhos: Jesus chama seus discípulos. O chamado de Jesus àquele que é cego tem um significado muito grande. Jesus chamou para segui-lo várias pessoas; agora “chama” a um cego para que venha até Ele. Não lhe chama aparentemente para segui-lo, mas sim para curá-lo, mas a cura verdadeira será “segui-lo” pelo caminho até Jerusalém, em uma atitude totalmente diferente dos outros discípulos que haviam discutido pelo caminho “quem era o maior”. 

50 Bartimeu despiu a capa que trazia, atirou-a para um lado, pôs-se de pé de um salto e encaminhou-se na direção de Jesus.  

(vs 50 O cego não está preocupado consigo mesmo, ânimo não lhe falta e lhe sobrava fé no que Jesus podia fazer por ele. Por isso Bartimeu deixando o manto foi até Jesus e tornou-se modelo de todos aqueles a quem Jesus chama. Na radicalidade cristã é proposto ao cego deixar provavelmente a única coisa que possuía, o seu manto.                                                       

51 “Que queres que te faça?”, perguntou Jesus. “Mestre, quero ver!”                                     

52 “Está bem. A tua fé curou-te!” E no mesmo instante o cego ficou a ver. E foi atrás de Jesus pela estrada fora.   “no mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho”. (v. 52)Jesus viu que Bartimeu foi capaz de desprender-se de tudo porque queria vê-lo.

 Tanto seu desesperado grito, como seu desprendimento radical, fizeram ver a Jesus: Bartimeu não queria vê-lo buscando simplesmente sua cura. Jesus sabia que ele buscava algo muito mais, algo que só Deus lhe podia dar.

Bartimeu se converteu em discípulo de Jesus e, mais tarde, passou a ser um cristão conhecido, pois sua história de conversão correu de boca em boca pelas primeiras comunidades cristãs, chegando aos ouvidos dos evangelistas, os quais, inspirados pelo Espírito Santo, a incluíram nos textos evangélicos.

 João 14:12-14Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai.

E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho.
O que vocês pedirem em meu nome, eu farei".
Pra* Silvia Marques

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Jesus ora antes da cruz


Finda a longa reunião realizada no Cenáculo em Jerusalém na noite de quinta para sexta-feira, após o cântico de um hino. Jesus vai com os discípulos para um lugar chamado Getsêmani, que fica a leste de Jerusalém, no monte das Oliveiras. Ao chegar ali, ele diz com toda franqueza: “Sentem-se aqui enquanto vou ali orar” (Mt 26.36). Acabou não indo só, mas levando consigo três dos mais íntimos apóstolos, Pedro, Tiago e João. A essa altura, Jesus começou a entristecer-se e a angustiar-se e se abriu com eles: “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal” (Mt 26.38).
 
Sem dúvida, esse foi o momento mais difícil de toda a sua vida. Não sabemos se Jesus chorou, como aconteceu antes na casa de Lázaro e à entrada de Jerusalém. Porém, sabemos que naquela enorme prostração, o seu suor se tornou em “gotas de sangue que caíam no chão” (Lc 22.44). Em linguagem médica, o que aconteceu foi uma hematidrose, uma dilatação dos vasos capilares subcutâneos, que fez com que eles se rompessem. William Hendriksen, erudito de convicções reformadas e doutor pela Universidade de Princenton, explica que “quando isso ocorre nas proximidades das glândulas sudoríparas, como quase sempre acontece, o sangue e o suor se misturam na transpiração. Isso pode acontecer em grande parte do corpo. As grossas gotasou coágulos de sangue, que tingem de vermelho as gotas de suor, escorrem ao chão”.
 
É difícil mencionar exatamente o que provocou em Jesus essa “tristeza mortal”. Deve-se levar em conta que ele era um ser humano como qualquer outro, mesmo tendo uma natureza divina. Ele tinha plena consciência de tudo o que aconteceria naquele dia, desde o beijo de Judas à debandada dos discípulos e da tríplice negação de Pedro à prisão, às varadas, aos açoites, à irreverência, à zombaria, à fraqueza de Pilatos, ao peso da cruz e à crucificação. Jesus tinha consciência de que sua hora havia chegado e de que ele não poderia oferecer resistência a ela. É bem provável que lhe tenham vindo à memória os lances de seu sofrimento descritos profeticamente no Salmo 22 e em Isaías 53. Entre outras coisas, nessas duas porções do Antigo Testamento, diz-se que Jesus seria objeto de zombaria, que suas mãos e pés seriam perfurados, suas roupas, sorteadas, que ele seria desprezado e rejeitado, esmagado e castigado, oprimido e afligido, levado para o matadouro e eliminado da terra dos viventes. O mais incrível e o mais dolorido é que ele seria “por Deus [mesmo] atingido e afligido” (Is 53.4), já que havia tomado sobre si as iniquidades humanas.
 
Pouco depois de se retirar do grupo maior, em um primeiro momento (André, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu e Simão, o zelote, e outros), Jesus se retirou do grupo menor, em um segundo momento (Pedro, Tiago e João), para, em um terceiro, ficar só, um pouco mais adiante. Tinha o hábito de ficar sozinho em certos momentos. Trata-se de uma necessidade pessoal, uma estratégia que lhe era favorável.
 
Uma vez a sós com Deus, Jesus prostrou-se com o rosto em terra e fez a oração mais submissa de que se tem notícia: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero [na presente circunstância], mas sim como tu queres”. Essa foi a última e a pior de todas as tentações a que Jesus esteve sujeito. A vontade dele sempre foi “tirar o pecado do mundo”. Exatamente para esse momento e para essa missão — de dar a sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11) — ele viera (Jo 12.27). A tentação foi vencida por meio da oração. O que aconteceu no Getsêmani evidencia o versículo mais conhecido da Bíblia: “Deus tanto amou o mundo que deu seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
 
A tentação não foi branda nem de curta duração. Outras duas vezes e no mesmo lugar, a mais ou menos trinta metros do ponto onde estavam os discípulos, Jesus fez a mesma oração. Enquanto isso, um anjo do céu veio ao seu encontro e o fortaleceu com a vitória sobre a tentação. Jesus se recompõe e enfrenta com absoluta firmeza os sofrimentos pelos quais deveria passar daquele momento até a hora da sua morte, mais de dez horas depois.

Jesus ora antes do episódio da mulher adúltera


Quem organizou a Bíblia em capítulos e versículos não deveria ter separado a frase que aparece no final do capítulo 7 da que vem no início do capítulo 8 de João. Elas poderiam ter ficado juntas em um dos dois textos. Trata-se da explicação: “Então cada um foi para a sua casa. Jesus, porém, foi para o monte das Oliveiras” (Jo 7.53–8.1, NVI). A Nova Tradução na Linguagem de Hoje coloca a frase toda no capítulo 8.
 
O capítulo 7 de João termina com o encontro dos guardas do templo com os chefes dos sacerdotes, alguns fariseus e Nicodemos (Jo 7. 15-52). Quando acabou a reunião, “cada um foi para sua casa” ou “cada qual para o seu lado” (BP). Porém, Jesus, que estava no templo, não foi para casa, mas para o monte das Oliveiras — um monte arredondado, de 830 metros de altura, de onde se podia ver panoramicamente o templo. Já era tarde. O capítulo 8 narra que “ao amanhecer Jesus apareceu novamente no templo, onde todo o povo se reunia ao seu redor” (Jo 8.2).
 
O que Jesus fez no monte das Oliveiras a noite toda? Se ele não foi para casa de Maria, Marta e Lázaro, perto dali, a resposta mais viável é que o Senhor, sozinho, tenha passado a noite em oração, como estava acostumado a fazer (Lc 22.39).
 
Durante aquele dia, o último e mais importante dia da Festa dos Tabernáculos, Jesus teve a ousadia de levantar-se no templo e declarar em alta voz: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, de seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.37, 38). Naquele mesmo dia, os guardas do templo receberam ordens para o aprisionar, o que não conseguiram, “porque a sua hora ainda não havia chegado” (Jo 7.30).
 
Talvez Jesus tenha se preparado em oração para o episódio da manhã do dia seguinte. Ele estava ensinando o povo reunido ao seu redor quando, na presença de todos, os mestres da lei e os fariseus introduziram uma mulher surpreendida em adultério e a colocaram diante de todos. Era uma armadilha muito bem elaborada para gerar uma prova contra Jesus. Eles queriam saber a opinião dele, se a mulher deveria ser apedrejada como ordenava Moisés ou não. Aprovando o apedrejamento, os acusadores colocariam o Senhor contra César; caso contrário, contra a lei de Moisés. Dessa vez eles apanhariam Jesus e o entregariam ao Sinédrio ou ao governador romano. A princípio, Jesus não deu atenção aos seus acusadores e, abaixando-se, começou a escrever ou desenhar qualquer coisa na areia ou na poeira do chão. Como eles insistissem na fatídica pergunta, Jesus levantou-se solenemente e respondeu com uma autoridade impressionante: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar a pedra nela” (Jo 8.7). Dito isso, inclinou-se novamente e continuou o que estava fazendo. De repente, houve uma debandada geral, a começar pelos mais velhos. Todos saíram, e eram muitos; havia não só os acusadores (os mestres da lei e os fariseus), mas também o povo que estava lá para ouvi-lo (Jo 8.2). Não se menciona a presença de nenhum dos apóstolos. Os únicos a permanecer no local foram Jesus e a mulher. Então, ele se pôs de pé outra vez e perguntou à adúltera: “Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou?”. A mulher, ainda surpresa e emocionada, respondeu: “Ninguém, Senhor”. Jesus pronunciou, então, uma de suas frases mais conhecidas e citadas: “Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado.” (Jo 8.11). O sucesso de Jesus foi enorme, marcante e público. E repercute até hoje, embora não poucas pessoas memorizem e propalem apenas a primeira metade das palavras dele (“Eu também não a condeno”), e não a parte final (“Agora vá e abandone sua vida de pecado”).
 
Se Jesus passou uma noite inteira em oração apenas por causa desse incidente, valeu a pena.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Jesus ora antes de escolher os doze apóstolos

  

Com incrível simplicidade, o Evangelho de Lucas informa que “num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite toda orando a Deus” (Lc 6.12). Essa é a passagem mais explícita sobre o hábito de Jesus de passar uma noite inteira em oração. Embora tenha orado no deserto (no início de seu ministério) e no Getsêmani, um lugar cheio de plantas e oliveiras (no último dia de vida), segundo os relatos bíblicos, Jesus orava mais nas montanhas.

Por que Jesus, nessa passagem, passa a noite orando, sem dúvida sozinho, como das outras vezes? Como na manhã seguinte ele escolheria os doze apóstolos e pregaria o sermão da planície (uma provável repetição resumida do Sermão do Monte), tudo indica que o momento demorado de oração era o preparo necessário para as atividades que se iniciariam.
Além de precisar de auxiliares, Jesus precisava de testemunhas oculares de seu ensino, de seu ministério, de sua morte e de sua ressurreição e também de substitutos. De pessoas que estivessem com ele desde o batismo de João até o dia em que seria elevado às alturas (At 1.22). De pessoas que dessem continuidade à pregação de arrependimento e da chegada do reino dos céus. De pessoas convictas de sua ressurreição e dispostas a anunciá-la com entusiasmo e destemor.
Aquela manhã teria uma importância histórica enorme. O corpo docente e regente da igreja primitiva seria escolhido depois da noite de oração. Um dos apóstolos, Tiago, seria morto logo depois do Pentecostes. Pedro e João fariam os primeiros discursos e enfrentariam os primeiros desafios. Dois deles, Mateus e João, escreveriam o primeiro e o último Evangelhos (na ordem do Novo Testamento). O mesmo João escreveria as três cartas que levam o seu nome e o Apocalipse. Pedro escreveria duas cartas. Dos 260 capítulos do Novo Testamento, 86 (33%) seriam escritos por aqueles simples pescadores chamados para serem apóstolos. Pelo menos dois deles, segundo a tradição, seriam notáveis missionários transculturais: Tomé organizaria uma igreja cristã na Índia e Judas, filho de Tiago, morreria como mártir na Síria.
A partir daquela manhã, Jesus começou a unir em uma família doze homens de profissões e temperamentos diferentes. Um deles, Mateus, era cobrador de impostos; outro, Simão, o zelote, era membro de um partido político contrário ao pagamento de impostos. Um deles, Pedro, era otimista e outro, Tomé, pessimista, como lembra William Hendriksen.
Jesus sentiu necessidade de passar uma noite inteira em oração para escolher entre os discípulos doze para serem apóstolos. Talvez também para pregar o chamado Sermão da Planície, naquele mesmo dia e lugar: “Jesus desceu com eles e parou num lugar plano” (Lc 6.17). Apesar de não ter dormido na noite anterior!